domingo, 5 de setembro de 2010

Perdoo (amos)

O que ela sente vai além do medo, além de todos seus devaneios do passado e a dor que o amor causa. Ela já conseguiu afastar as sombras, conseguiu rimar amor e dor, ficou sem vê-lo durante um bom tempo e não chorou durante os primeiros cinco minutos; recorde pessoal. Conseguiu acreditar, quis acreditar que ele não a trairá. Amou se machucou, chorou. Caminhou, caiu e levantou. Sangrou curou e voltou a sangrar. Foi embora, voltou e se foi novamente. Mentiu. Mentiram e descobriram. Mas sempre há perdão. Ela sempre se perdoa por ter tido medo e ter perdido coisas por isso. E ela sempre vai o perdoar, mas sempre vai se lembrar de quando se machucou. Por que certas coisas não se vão nunca ficam ali para que sejamos um pouco mais prudentes.

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